Por Jerry Brown, APR
Pergunte a 10 jornalistas o que é notícia e obterá pelo menos uma dezena de respostas. Pelo menos um citará a frase famosa: “Quando um cachorro morde um homem, isso não é notícia... mas se um homem morder um cachorro, isso é notícia”. Essa é a boa e tradicional definição que equaciona notícia com coisas fora do comum. O varejista Hammacher Schlemmer diz que ela vende “o melhor, o único e o inesperado” – outra definição boa e tradicional de notícias. Se você tiver uma história que se encaixa nesta definição tradicional – o primeiro, o melhor, o maior ou o incomum – provavelmente é notícia pois há motivo para o restante de nós se interessar. Mas muitos desejam tornar coisas que não são a primeira, a melhor, a maior ou a incomum em notícias. Deixem-me lhes oferecer duas outras definições de notícias:
- Notícia é tudo aquilo que pelo menos um repórter e um editor acreditam que seja notícia. Se puder convencer um repórter de que sua história é notícia e esse repórter puder convencer seu editor, então sua história é notícia porque será usada. Assim, a assessoria de imprensa trata de vender sua história para a mídia.
- Noticia é sobre pessoas e coisas que afetam as pessoas. Quanto mais pessoas são afetadas, maior é a história. E a maior história de todas, não importa quão trivial, é a história sobre algo que afete a vida do leitor. Se a história se tratar do leitor, ele se interessará mesmo que se trate de algo trivial.
E isto é completamente diferente de ser o primeiro, o melhor, o maior ou o fora do comum.
O interesse da mídia na história, em geral, acaba quando a empresa se descreve como o melhor ou o maior. E histórias sobre assuntos triviais em geral atraem muito a atenção porque elas falam sobre coisas que geram grande interesse ou impacto.
Se você fizer a sua história apenas sobre você, e matará o interesse da mídia. Faça-a sobre o público e poderá, frequentemente, transformar coisas triviais em notícias. E quanto mais pessoas se interessarem, mais fácil será transformá-la em notícias.
Durante 20 anos como jornalista, Jerry Brown trabalhou para The Associated Press (ele foi editor responsável do escritório de Washington da AP durante Watergate); jornais diários em Little Rock, Fort Worth e Denver; a U.S. Information Agency; e duas publicações comerciais. Jerry vem atuando em relações públicas nas últimas duas décadas e é membro credenciado (APR) da Public Relations Society of America e antigo membro do conselho do capítulo de Colorado da PRSA. Entre em contato com Jerry em jerry@pr-impact.com ou visite seu website em pr-impact.com.